Apresentação do Marcão
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A sua apresentação é obrigatória e deve ser efectuada tendo em conta as indicações dadas aqui.
Faça-a da forma mais verdadeira possível, por forma a facilitar o esclarecimento das suas dúvidas por parte de outros forenses.
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- marcão
- Segundo-Cabo

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Apresentação do Marcão
Sou o Marcão, alentejano, casado com uma pobre, mas rica Senhora, Gosto muito de molotof e açordas de alho, sou Páraquedista ex-combatente,atualmente Bombeiro Voluntário em Portel, de computadores sou analfabeto mas sei pegar numa enchada, gosto de ter amigos e amigas estas se forem bonitas e das feias tambem, já fiz 20 anos,á quarenta anos
Não gosto de malcriadices e adoro animais (todos, até daqueles que como). Pronto não digo mais se quiserem saber algo mais sobre mim perguntem aos meus amigos, os que disserem mal são mentirosos e os que bem disserem são o contrário. Neste mundo só conheço duas pessoas cérias e boas, uma é o meu compadree a outra ele que diga
- couto/87
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Re: Apresentação do Marcão
Boas
Camarada marcão
Bem vindo ao servirportugal.
Este é um espaço que procura transmitir aos mais Jovens o gosto pelas FA , e tambem informa-los , a sua participação pode ajudar e muito a incutir esse gosto aos mais jovens , contamos consigo nesta missão.
Sempre que possa já sabe relate mais operações do tipo da que já colocamos online e claro dos assuntos que entender por bem.
Abraço
Paulo Couto 1º Cabo Pára-080336-H-TTCM
Camarada marcão
Bem vindo ao servirportugal.
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Paulo Couto 1º Cabo Pára-080336-H-TTCM
- bbarroso
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Re: Apresentação do Marcão
Boas
Seja muito bem vindo marcao.
Ja vi que sera um grande contributo para o nosso forum devido então à experiencia que tem.
Cumprimentos
Seja muito bem vindo marcao.
Ja vi que sera um grande contributo para o nosso forum devido então à experiencia que tem.
Cumprimentos
Pudemos não voltar, mas vamos.
- poortugues
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Re: Apresentação do Marcão
Boas
Bem vindo
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"Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido."
- amarelo098
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Re: Apresentação do Marcão
Boas!
Sr Marcão, a sua apresentação está 5 estrelas xD
abraço do bruno
Sr Marcão, a sua apresentação está 5 estrelas xD
abraço do bruno
Pára-quedista nº 44845 - 3º Turno 2009
CFG - 2º Turno 2012
"Olhem bem, sintam respeito,
Eles têm asas ao peito,
Cabeça erguida, heróis do ar,
Boinas verdes vão a passar."
CFG - 2º Turno 2012
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Eles têm asas ao peito,
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- couto/87
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Re: Apresentação do Marcão
Boas
Caros Forenses
Vou colocar um relato veridico do Camarada Marcão.
Devem ler com atenç~´ao.
Abraço
Paulo Couto 1º Cabo Pára-080336-H-TTCM
Correio da Manhã
01 Fevereiro 2009
A Minha Guerra
Arquimínio Carrasco Marcão
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121
Guiné 1970-1972
"A bala entrou no joelho e saiu entre as pernas"
Sou um deficiente das Forças Armadas, ferido por uma rajada de metralhadora. Uma evacuação de 18 camaradas feridos com gravidade e de seis mortos nunca mais me saiu da memória.
Parti para a Guiné num avião DC6 de carga, no dia 27 de Dezembro de 1970, com escala em Cabo Verde (ilha do Sal). A maior diferença que senti foi a temperatura: cá estava frio e lá muito calor, e levávamos as fardas de Inverno. E os mosquitos até parecia que não comiam há meses, atacando-nos sem piedade.
Fiz parte do 4.º pelotão (‘Os Vingadores’) da Companhia 121 do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 12. Fui enviado para Mansabá, onde recebi o baptismo de fogo, durante um ataque do inimigo, com canhões sem recuo. Fui arrastado para um abrigo por um camarada, para me proteger, porque ainda não sabia o que fazer nestas situações. Tive muita dificuldade em sair dali, pois o medo era mais que muito. Felizmente, o ataque só resultou nalguns buracos no chão e pouco mais.
Antes, e após uma estadia de alguns dias em Bissau, fomos para Farim. Aqui, houve um acidente com um camarada chegado nesse dia. Após um bom almoço de javali (tipo carne à alentejana) e bem bebido, foi até à piscina, onde acabou por morrer afogado. E para piorar a situação parece que a família não sabia que ele estava no Ultramar.
Passado alguns dias, fomos fazer uma operação com um chefe do grupo de Comandos Africanos e um camarada fez fogo com o lança-granadas RPG 7, mesmo por baixo de um ninho de abelhas. Foi atacado de tal maneira pelos insectos que ficou com o corpo tão inchado que parecia ter o dobro e teve de ser evacuado de helicóptero, acabando por recuperar dos ferimentos.
Mas a situação que mais me marcou aconteceu em Gampará. Este aquartelamento foi construído por nós (páras e fuzileiros especiais) e quando ainda não havia nada, dormíamos em buracos abertos por nós. Penso que tinha uma posição estratégica, porque por ali passava um rio e, na outra margem, ficava Gadamael Porto e mais abaixo o famoso Guileje.
Já não me lembro exactamente da hora, mas era de noite. Um grupo, em que me incluía, saiu para uma operação e ainda não tínhamos andado uma hora quando ouvimos um rebentamento que nos deixou alerta e muito preocupados, pois sabíamos que algo de grave se tinha passado. Não tardaram cinco ou dez minutos quando ouvimos uma segunda explosão, muito mais forte! Deslocámo-nos de imediato na direcção que os nossos camaradas tinham seguido e, quando lá chegámos, havia homens completamente perdidos no espaço e no tempo e outros mortos, feitos em bocados. O meu camarada furriel Cardiga Pinto chegou numa Berlié, segurando as entranhas com uma mão e fazendo-nos adeus com a outra. Morreu quando o descarregavam da viatura. Eu estive com o enfermeiro, que se encontrava em estado muito grave e muito agitado, e só acalmava quando lhe afagava os pés. Foram momentos muito dolorosos, que ainda hoje estão na minha mente. Ainda por cima, como de noite não se faziam evacuações, havia uma grande revolta dentro de nós ao vermos os nossos camaradas a morrer. O único médico, alguns enfermeiros e socorristas faziam o impossível e sentiam-se completamente impotentes. Quando amanheceu, chegaram os helicópteros, aos cinco de cada vez, para fazerem a evacuação. Levaram 18 camaradas feridos em estado grave e seis mortos.
Um dos camaradas não foi encontrado e, nessa manhã, um pelotão de voluntários, onde eu estava incluído, foi procurar o Almeida, pensando que estaria perdido e desorientado. Mas não, o pior tinha acontecido! Nesse dia fatídico, o Almeida tinha recebido a notícia do nascimento de um filho e muitos camaradas tinham-se oferecido para ir na missão em seu lugar, mas por motivos de castigo essa possibilidade foi negada. Pior ainda, faltava-lhe menos de um mês para acabar a comissão. Nesta missão, houve camaradas que subiram aos mangueiros para recolher destroços que estavam pendurados devido à explosão (mochilas, armas, trapos e outros artigos).
Eu regressei ferido. Fui apanhado numa emboscada, por sinal a segunda de que éramos alvo na mesma tarde, quando já tinha 19 meses de comissão e ia ser distinguido com o Prémio Governador. Depois deram-me um louvor. Era para cumprir uma comissão de 24 meses, que não acabei porque fui ferido em combate. Uma rajada de metralhadora atingiu-me de raspão na barriga, no braço esquerdo e, o mais grave, na perna esquerda: a bala entrou junto ao joelho e saiu entre pernas.
Tive sorte porque entrou entre o tendão e o joelho, mas não acertou nem no tendão nem nos ossos. Cortou a veia femoral, mas não acertou na artéria. Fui ferido quase ao anoitecer. Mais uns dez minutos e não seria evacuado, nem aguentaria até ao amanhecer, pois a hemorragia era muito grande na saída do ferimento. Ainda ficou uma bala dentro do meu cantil, que transportava junto da anca e no fusto da metralhadora MG42 havia marcas de dois tiros. Segundo os médicos, fizeram-se operações em teatros de guerra que foram autênticos milagres e o meu foi um deles.
Estive no Hospital Militar de Bissau cerca de um mês e depois fui evacuado para Lisboa – no dia 26 de Junho de 1972, num avião da TAP. Quando fui ferido pesava por uns 70 quilos e quando cheguei a Lisboa tinha menos de 40, mas recuperei. Passei sete anos com internamentos nos hospitais e foi considerado incapaz para o serviço militar e classificado como deficiente das Forças Armadas. Nesta missão, onde não era para participar porque ia receber o Prémio Governador, fui como voluntário. O prémio ficou sem efeito e deram-me em substituição um louvor, relativo à minha participação na operação ‘Pato Azul’, na zona de Quinara.
Mas nem tudo foram tragédias. Também passei por alguns momentos de alegria. E houve outros casos até engraçados, mas de que só nos rimos no fim e às vezes do mal. Um dia, um grupo da companhia de Cavalaria, que estava connosco, saiu numa patrulha e foi atacado por um enxame de abelhas – o que é terrível. O posto de rádio deles tinha o nome de código ‘Sorte’. Portanto, a mensagem deles para a base foi a seguinte: 'Aqui Sorte... Sorte, o azar persegue-me, escuto, fomos atacados por abelhas!!' Tudo não passou de umas picadelas e até dizíamos que o inimigo preparava as emboscadas perto dos vespeiros.
Noutra altura, sofremos uma emboscada e, quando passei pelo apontador de morteiro, que tinha disparado uma granada, a arma estava enterrada até há boca, porque o chão era mole. Conclusão, tive de o ajudar, pois toda a gente corria para a frente de batalha. Depois, no quartel é que foi rir do camarada Calhau!
'NOS TEMPOS LIVRES SOU BOMBEIRO VOLUNTÁRIO E MERGULHADOR'
Antes de ir para a tropa fui pintor de automóveis. Alistei-me na Escola de Tropas Pára-Quedistas em Tancos, em 1969, como volutário. Depois, fui chamado para assentar praça na primeira incorporação de 1970, fiz a recruta, o 59.º Curso de Para-quedismo e o Curso de Combate e fui para a Guiné, a 27 de Dezembro de 1970. Regressei ferido, num avião da TAP, para o Hospital da Estrela, onde estive internado três anos e fui assistido durante mais quatro. Fui considerado incapaz para o serviço militar e reformado. Quando me senti capaz fui trabalhar para a Lisnave, de onde sai com a reforma antecipada. Regressei à minha terra com a família, mulher e filha, de 33 anos. Nos tempos livres sou bombeiro voluntário em Portel e mergulhador bombeiro.
hiperligação para o artigo publicado no Correio da Manhã
http://www.correiodamanha.pt/noticia.as ... F849C6C35D
Caros Forenses
Vou colocar um relato veridico do Camarada Marcão.
Devem ler com atenç~´ao.
Abraço
Paulo Couto 1º Cabo Pára-080336-H-TTCM
Correio da Manhã
01 Fevereiro 2009
A Minha Guerra
Arquimínio Carrasco Marcão
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121
Guiné 1970-1972
"A bala entrou no joelho e saiu entre as pernas"
Sou um deficiente das Forças Armadas, ferido por uma rajada de metralhadora. Uma evacuação de 18 camaradas feridos com gravidade e de seis mortos nunca mais me saiu da memória.
Parti para a Guiné num avião DC6 de carga, no dia 27 de Dezembro de 1970, com escala em Cabo Verde (ilha do Sal). A maior diferença que senti foi a temperatura: cá estava frio e lá muito calor, e levávamos as fardas de Inverno. E os mosquitos até parecia que não comiam há meses, atacando-nos sem piedade.
Fiz parte do 4.º pelotão (‘Os Vingadores’) da Companhia 121 do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 12. Fui enviado para Mansabá, onde recebi o baptismo de fogo, durante um ataque do inimigo, com canhões sem recuo. Fui arrastado para um abrigo por um camarada, para me proteger, porque ainda não sabia o que fazer nestas situações. Tive muita dificuldade em sair dali, pois o medo era mais que muito. Felizmente, o ataque só resultou nalguns buracos no chão e pouco mais.
Antes, e após uma estadia de alguns dias em Bissau, fomos para Farim. Aqui, houve um acidente com um camarada chegado nesse dia. Após um bom almoço de javali (tipo carne à alentejana) e bem bebido, foi até à piscina, onde acabou por morrer afogado. E para piorar a situação parece que a família não sabia que ele estava no Ultramar.
Passado alguns dias, fomos fazer uma operação com um chefe do grupo de Comandos Africanos e um camarada fez fogo com o lança-granadas RPG 7, mesmo por baixo de um ninho de abelhas. Foi atacado de tal maneira pelos insectos que ficou com o corpo tão inchado que parecia ter o dobro e teve de ser evacuado de helicóptero, acabando por recuperar dos ferimentos.
Mas a situação que mais me marcou aconteceu em Gampará. Este aquartelamento foi construído por nós (páras e fuzileiros especiais) e quando ainda não havia nada, dormíamos em buracos abertos por nós. Penso que tinha uma posição estratégica, porque por ali passava um rio e, na outra margem, ficava Gadamael Porto e mais abaixo o famoso Guileje.
Já não me lembro exactamente da hora, mas era de noite. Um grupo, em que me incluía, saiu para uma operação e ainda não tínhamos andado uma hora quando ouvimos um rebentamento que nos deixou alerta e muito preocupados, pois sabíamos que algo de grave se tinha passado. Não tardaram cinco ou dez minutos quando ouvimos uma segunda explosão, muito mais forte! Deslocámo-nos de imediato na direcção que os nossos camaradas tinham seguido e, quando lá chegámos, havia homens completamente perdidos no espaço e no tempo e outros mortos, feitos em bocados. O meu camarada furriel Cardiga Pinto chegou numa Berlié, segurando as entranhas com uma mão e fazendo-nos adeus com a outra. Morreu quando o descarregavam da viatura. Eu estive com o enfermeiro, que se encontrava em estado muito grave e muito agitado, e só acalmava quando lhe afagava os pés. Foram momentos muito dolorosos, que ainda hoje estão na minha mente. Ainda por cima, como de noite não se faziam evacuações, havia uma grande revolta dentro de nós ao vermos os nossos camaradas a morrer. O único médico, alguns enfermeiros e socorristas faziam o impossível e sentiam-se completamente impotentes. Quando amanheceu, chegaram os helicópteros, aos cinco de cada vez, para fazerem a evacuação. Levaram 18 camaradas feridos em estado grave e seis mortos.
Um dos camaradas não foi encontrado e, nessa manhã, um pelotão de voluntários, onde eu estava incluído, foi procurar o Almeida, pensando que estaria perdido e desorientado. Mas não, o pior tinha acontecido! Nesse dia fatídico, o Almeida tinha recebido a notícia do nascimento de um filho e muitos camaradas tinham-se oferecido para ir na missão em seu lugar, mas por motivos de castigo essa possibilidade foi negada. Pior ainda, faltava-lhe menos de um mês para acabar a comissão. Nesta missão, houve camaradas que subiram aos mangueiros para recolher destroços que estavam pendurados devido à explosão (mochilas, armas, trapos e outros artigos).
Eu regressei ferido. Fui apanhado numa emboscada, por sinal a segunda de que éramos alvo na mesma tarde, quando já tinha 19 meses de comissão e ia ser distinguido com o Prémio Governador. Depois deram-me um louvor. Era para cumprir uma comissão de 24 meses, que não acabei porque fui ferido em combate. Uma rajada de metralhadora atingiu-me de raspão na barriga, no braço esquerdo e, o mais grave, na perna esquerda: a bala entrou junto ao joelho e saiu entre pernas.
Tive sorte porque entrou entre o tendão e o joelho, mas não acertou nem no tendão nem nos ossos. Cortou a veia femoral, mas não acertou na artéria. Fui ferido quase ao anoitecer. Mais uns dez minutos e não seria evacuado, nem aguentaria até ao amanhecer, pois a hemorragia era muito grande na saída do ferimento. Ainda ficou uma bala dentro do meu cantil, que transportava junto da anca e no fusto da metralhadora MG42 havia marcas de dois tiros. Segundo os médicos, fizeram-se operações em teatros de guerra que foram autênticos milagres e o meu foi um deles.
Estive no Hospital Militar de Bissau cerca de um mês e depois fui evacuado para Lisboa – no dia 26 de Junho de 1972, num avião da TAP. Quando fui ferido pesava por uns 70 quilos e quando cheguei a Lisboa tinha menos de 40, mas recuperei. Passei sete anos com internamentos nos hospitais e foi considerado incapaz para o serviço militar e classificado como deficiente das Forças Armadas. Nesta missão, onde não era para participar porque ia receber o Prémio Governador, fui como voluntário. O prémio ficou sem efeito e deram-me em substituição um louvor, relativo à minha participação na operação ‘Pato Azul’, na zona de Quinara.
Mas nem tudo foram tragédias. Também passei por alguns momentos de alegria. E houve outros casos até engraçados, mas de que só nos rimos no fim e às vezes do mal. Um dia, um grupo da companhia de Cavalaria, que estava connosco, saiu numa patrulha e foi atacado por um enxame de abelhas – o que é terrível. O posto de rádio deles tinha o nome de código ‘Sorte’. Portanto, a mensagem deles para a base foi a seguinte: 'Aqui Sorte... Sorte, o azar persegue-me, escuto, fomos atacados por abelhas!!' Tudo não passou de umas picadelas e até dizíamos que o inimigo preparava as emboscadas perto dos vespeiros.
Noutra altura, sofremos uma emboscada e, quando passei pelo apontador de morteiro, que tinha disparado uma granada, a arma estava enterrada até há boca, porque o chão era mole. Conclusão, tive de o ajudar, pois toda a gente corria para a frente de batalha. Depois, no quartel é que foi rir do camarada Calhau!
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Antes de ir para a tropa fui pintor de automóveis. Alistei-me na Escola de Tropas Pára-Quedistas em Tancos, em 1969, como volutário. Depois, fui chamado para assentar praça na primeira incorporação de 1970, fiz a recruta, o 59.º Curso de Para-quedismo e o Curso de Combate e fui para a Guiné, a 27 de Dezembro de 1970. Regressei ferido, num avião da TAP, para o Hospital da Estrela, onde estive internado três anos e fui assistido durante mais quatro. Fui considerado incapaz para o serviço militar e reformado. Quando me senti capaz fui trabalhar para a Lisnave, de onde sai com a reforma antecipada. Regressei à minha terra com a família, mulher e filha, de 33 anos. Nos tempos livres sou bombeiro voluntário em Portel e mergulhador bombeiro.
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- escumalha
- Segundo-Cabo

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Re: Apresentação do Marcão
Camarada e amigo Paulo Couto
Obrigado pelo post, sinto-me lisongeado por tal acto e aproveito para homenagear todos os que fazem parte deste meu testemunho e principalmente aqueles em quem o poder não teve a morte porque esses sim são os verdadeiros heróis, foram aqueles que deram a vida pela Pátria honrando com todo o maximo explendôr a Boina Verde, Boinas essas que nas nossas cabeças com as suas negras fitas ao vento nos enchem o peito de orgulho.
Servir Portugal está no espirito e nas acções de todos os Páraquedistas Militares Portuguêses desde Alcantarilha até aos dias de hoje
Marcão
Obrigado pelo post, sinto-me lisongeado por tal acto e aproveito para homenagear todos os que fazem parte deste meu testemunho e principalmente aqueles em quem o poder não teve a morte porque esses sim são os verdadeiros heróis, foram aqueles que deram a vida pela Pátria honrando com todo o maximo explendôr a Boina Verde, Boinas essas que nas nossas cabeças com as suas negras fitas ao vento nos enchem o peito de orgulho.
Servir Portugal está no espirito e nas acções de todos os Páraquedistas Militares Portuguêses desde Alcantarilha até aos dias de hoje
Marcão
- escumalha
- Segundo-Cabo

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Re: Apresentação do Marcão
Já que aqui estou vou explicar o porquê do meu nome de guerra "Escumalha"
Eu tinha por hábito dizer daquilo que não gostava dizer que era escumalha, inclusivamente do IN, e em combate utilizava essa espressão como grito de guerra, até por vezes para insentivar a mim e aos camaradas, como carregava uma metrelhadora (MG42) muitas vezes em vez de chamarem MG á frente (quando caiamos numa emboscada) já muitos gritavam, escumalha á frente
E claro acabou por tal ficar assim alcunhado, mas sempre foi com carinho que assim era tratado pelos meus camaradas e ainda hoje muitos desses camaradas assim me chamam e eu gosto pois sei que esses ainda hoje me respeitam e amam como verdadeiros amigos e grandes camaradas
Marcão
Eu tinha por hábito dizer daquilo que não gostava dizer que era escumalha, inclusivamente do IN, e em combate utilizava essa espressão como grito de guerra, até por vezes para insentivar a mim e aos camaradas, como carregava uma metrelhadora (MG42) muitas vezes em vez de chamarem MG á frente (quando caiamos numa emboscada) já muitos gritavam, escumalha á frente
E claro acabou por tal ficar assim alcunhado, mas sempre foi com carinho que assim era tratado pelos meus camaradas e ainda hoje muitos desses camaradas assim me chamam e eu gosto pois sei que esses ainda hoje me respeitam e amam como verdadeiros amigos e grandes camaradas
Marcão
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