Chat ServirPortugal
Aqui debatem-se todos os assuntos relacionados com o Exército Português

Unidades Militares Portuguesas no Ultramar

Mensagempor RL2 » Terça Fev 09, 2010 2:13 am

Saudações Lanceiras.
Se a administração me permitir,venho lançar mais este tópico que tem por fim,dar a conhecer as Unidades militares portuguesas nos diversos Teatros de Operações no Ultramar.
Quem somos nós?Lanceiros!
Quer na guerra quer na paz?Morte ou Glória!
Lanças em riste!À carga!


Imagem

http://regimentolanceiros2.forumeiros.com
Avatar do utilizador
RL2
Investigador
Investigador
 
Mensagens: 273
Registado: Sábado Ago 29, 2009 5:25 pm
Localização: Pinhal Novo

Companhia Policia Militar 233 (CPM 233)-Angola

Mensagempor RL2 » Terça Fev 09, 2010 2:47 am

No dia 8 de Janeiro de 1961 embarcaram a bordo do paquete “NIASSA”, com destino a Luanda, as primeiras forças do Regimento de Lanceiros 2.Sob o comando do Alferes de Cavalaria José Rafael Lopes Saraiva, Adjunto do Comando, partiu a primeira Polícia Militar para terras de África.Integravam-na dois pelotões de PM, comandados pelo Alferes de Cavalaria José Pedro Caçorino Dias,e o Alferes Miliciano de Cavalaria João Afonso Cardoso Fiadeiro.Destinavam-se a formar a primeira Companhia de Polícia Militar do Quartel General da Região Militar de Angola.Um outro pelotão,comandado pelo Tenente Miliciano António Lona Peres,constituído com soldados naturais da Província,integraria a mesma CPM e teria ainda,como responsabilidade,a honra de fazer a guarda ao Palácio do Governador Geral da Província de Angola.
O comando da CPM foi atribuído ao Capitão de Cavalaria Manuel José Martins Rodrigues.
Esta CPM,uma companhia independente,tinha todos os órgãos de apoio de serviço e combate,reforçada com meios auto ligeiros de lagartas TT (Brens).Os sinais da guerra que iriam devastar o continente africano já se avistavam.As potências coloniais saiam de África,mais ou menos apressadamente.Na noite de 4 de Fevereiro,grupos de assaltantes atacaram as Cadeias Civis e a prisão da Fortaleza de São Gabriel, para libertarem aderentes políticos do MPLA.A CPM ainda não tivera tempo de abrir os caixotes do seu material de guerra,quando,na madrugada,foi chamada a intervir operacionalmente, dado os poucos efectivos da PSP em Luanda.O ímpeto dos ataques e a surpresa que os mesmos causaram na população europeia exigiram um empenhamento total e permanente.O assalto à Esquadra da PSP,no dia 7 de Fevereiro,a morte e funeral emotivo dos agentes policiais,reacenderam a intolerância e vingança.As comunidades,branca e negra,ameaçavam-se.No dia 14 de Março,uma enorme vaga de terrorismo sangrento e inclemente varreu o norte de Angola,chacinando homens,mulheres e crianças,sem distinção de raças cores ou condições sociais.Páginas de bravura e coragem,de solidariedade e sofrimento,foram escritas pelas gentes anónimas, para opróbrio,surpresa,e indignação da dita civilização ocidental.As arrepiantes imagens da barbárie difundidas passaram a correr mundo.Aclarada e esclarecida a situação política em Lisboa,são imediatamente enviados os primeiros reforços militares para conter a subversão.Porém só nos finais de Abril de 1961,no dia 23,chegou o primeiro reforço:o Pelotão Independente nº3 de Policia Militar,sob o comando do Alferes Miliciano de Cavalaria João Manuel da Fonseca Nunes e Sena.Dois dias depois,e também por via aérea, chegaria o Pelotão Independente nº4 de Policia Militar sob o comando do Alferes Miliciano de Cavalaria Miguel Gustavo Machado Vidal.Estes dois pelotões entraram imediatamente em actividade operacional.A CPM tinha todos os seus efectivos empenhados em permanência que se não compadecia com folgas,faltas ou inadaptação de material de guerra e da instrução que deveria ter sido dada.Por decisão operacional foi atribuída à Companhia Policia Militar,a nova designação de Companhia Policia Militar 233,e a missão de reforçar as Forças Policiais da zona metropolitana de Luanda,ajudando a manter a ordem pública,mesmo dentro da cidade.Também passaram a garantir a segurança nos bairros periféricos, conhecidos por muceques,onde residiam mais de 350 mil habitantes,em apertadas ruelas sinuosas,entres cubatas,em capim e tábuas,construídas ao acaso,sem qualquer iluminação ou traçado urbanístico.Nos patrulhamentos,apeados ou móveis,com pequenos efectivos e durante a noite,foram ajudando a resolver diversificados problemas,de ordem pública, e de natureza social e humana,com generosidade e juventude .Do que foram esses tempos difíceis e da conduta valorosa da Polícia Militar,pouco parece ter ficado para a História dado que nada foi escrito.Ficou apenas assinalado o comportamento do Tenente ANTÓNIO LONA PERES,na defesa da cidade de Luanda,a quem foi atribuída a MEDALHA DE PRATA DO VALOR MILITAR,COM PALMA,pela sua acção heróica,inteligente,abnegada e humana,que indiferente ao perigo e ao cansaço,de forma continuada realizou durante aqueles difíceis tempos.Este distinto e valoroso oficial foi depois requisitado para a PSP de Luanda e tendo sido substituído nas suas funções pelo Tenente Miliciano Alcino da Costa Pina.
Com a chegada maciça a Angola de unidades combatentes,houve que dirigir a circulação de homens e materiais,para os improvisados espaços de acantonamento ou bivaque,e encaminhar as diferentes Unidades Operacionais para as suas respectivas áreas no Norte de Angola.Neste esforço de defesa de Angola chegaram mais dois pelotões independentes para reforço à CPM 233: o Pelotão Independente Nº5 de PM,sob o comando do Tenente de Cavalaria Jorge Manuel Cabeleira Filipe e o Pelotão Independente Nº8,sob o comando do Tenente de Cavalaria Jorge Gabriel Teixeira.Este último pelotão, depois de adaptado à nova actividade operacional foi colocado no Comando Militar de Cabinda,onde permaneceu até ao fim de Fevereiro de 1962.Com a chegada da Companhia Policia Militar 150 a Luanda,a missão da CPM 233 foi reformulada,permanecendo responsável pelo reforço do patrulhamento e manutenção da ordem pública na zona suburbana de Luanda.A redução da zona de actuação permitiu que os patrulhamentos fossem mais intensos.Foi no seguimento de notícias fiáveis que,na noite de 3 para 4 de Agosto de 1961,duas equipas de PM,comandadas pelo Ten. Cabeleira Filipe e pelo Alferes Caçorino Dias,acompanhados por inimigos capturados,tiveram de efectuar uma acção imediata e um golpe de mão na região de MUSSUNGO,na região de CATETE,uma região atribuída a uma Companhia de Caçadores que lhes daria o apoio táctico necessário para se efectivar a eliminação de um importante reduto inimigo.Quando de madrugada tentaram alcançar o objectivo definido,foram surpreendidos por uma forte emboscada inimiga.Ante a complexa situação táctica criada,limitados no poder de fogo,pois as forças envolventes de Infantaria garantiam o anel à volta do objectivo,e dado o reduzido número de efectivos empenhado,tiveram de avançar em combate corpo a corpo.Nesta acção de combate,muito valorosa e de serena heroicidade e determinação,constantemente debaixo de fogo,a valentia destes Lanceiros foi uma vez mais comprovada.Gravemente ferido pelo fogo inimigo,o Tenente Cabeleira Filipe viria a falecer dias depois no Hospital Militar de Luanda.Por esta acção foi condecorado,a título póstumo,com a MEDALHA DE PRATA DO VALOR MILITAR,COM PALMA,o Tenente de Cavalaria JORGE MANUEL CABELEIRA FILIPE.No dia 9 de Agosto de 1961,pelas cinco horas da madrugada,e quando efectuava um controlo às patrulhas de ronda,o 2º Sargento MANUEL ANTÓNIO GONÇALVES detectou uma reunião suspeita de vários indivíduos,dentro do muceque RANGEL.Quando se propunha identificar os intervenientes, foi apunhalado de surpresa por um deles,tendo-o atingido com diferentes golpes no pulmão esquerdo.O magnífico sargento assim que pôde sair da viatura,esvaindo-se em sangue,atirou-se ao seu atacante envolvendo-se com ele numa feroz luta de corpo a corpo que não permitia que o seu condutor pudesse fazer uso da pistola metralhadora FBP,acabando por o conseguir dominar,não obstante os sérios e graves ferimentos em dois dedos da mão esquerda que lhe haviam quebrado os tendões.Quando o agressor se pôs em fuga,foi a pronta intervenção do soldado condutor-auto PM,EURICO CHAVES FERREIRA,que logrou neutralizá-lo,valendo-se dos seus próprios meios e sem qualquer arma de fogo,tendo conseguido conduzir o seu sargento ao Hospital Militar de Luanda onde chegou em sangue.Por motivos que escapam nunca esta heróica acção em combate destes dois valorosos militares foi objecto de análise e da consequente recompensa disciplinar, a que efectivamente tinham direito.Entretanto,fora decidido guarnecer com uma subunidade PM o porto do Lobito.Para lá marchou o 2º pelotão da CPM 233,comandado pelo Alferes Fiadeiro.Tinha por missão não só as tarefas próprias da PM,como também a vigilância e reconhecimento de uma vasta área envolvente no distrito de Benguela.
A chegada a Luanda da CPM 314 “Os Gatos”,obrigou a novo restabelecimento da missão e consequente reestruturação dos efectivos empenhados.Assim o Pelotão Independente Nº4,sob o comando do Alferes Vidal,partiu em 23 de Abril de 1962 para a Zona Militar do Sul, tendo ficado sediado na cidade de Sá da Bandeira.Durante quase um ano em que esteve naquela Guarnição Militar,além das tarefas próprias da PM,é de realçar o importante contributo dado por muitos dos seus militares,no ensino primário e secundário,criando e desenvolvendo na juventude a prática de diferentes modalidades desportivas,ao mesmo tempo que asseguravam a convivência racial,garantindo a vigilância e o reforço da ordem pública na cidade e nos aldeamentos limítrofes.O Pelotão Independente Nº3,sob o comando do Alferes Sena,foi dado de reforço à CPM 150,continuando a sua acção no Comando da Defesa de Luanda.Durante uma escolta e manutenção de segurança a um Movimento de Viaturas Logisticas,de Luanda para a região de Zala,nos Dembos,seria a primeira unidade PM a entrar em combate com o Inimigo.Em 18 de Novembro de 1962,na região de Mucondo,a coluna foi atacada.Reagindo com eficácia ao fogo inimigo obrigaram-no a retirar sem que as nossas tropas tivessem sofrido quaisquer baixas.O Pelotão Independente Nº5,posteriormente comandado pelo Alferes de Artilharia PM,Alberto Jorge Garcia Ribeiro do Amaral,rendeu em Cabinda o Pelotão Independente Nº8.Para tal,embarcam no dia 23 de Fevereiro de 1962,na fragata NRP “Vasco da Gama” com destino ao Enclave de CABINDA onde foram calorosamente e galhardamente recebidos pelos seus camaradas. Ficaram adidos,para efeitos administrativos,ao Batalhão de Caçadores 248.Além da missão PM assumiram a responsabilidade de patrulhamento de vasta área da zona Sul do Enclave,até ao posto fronteiriço de N’Tó,mantendo o aprumo e disciplina,determinante na não existência de baixas,em difíceis e variadas escoltas na floresta do MAIOMBE, mantiveram as melhores relações com a população e ajudaram no incremento da política desenvolvida pelo então Governador e Comandante Militar,Coronel Araújo Ferreira.Regressados por via aérea a Luanda, ficaram a adir à CPM 418 e destacados,a fim de garantirem a segurança,do Campo Militar do Grafanil.Em 22 de Agosto de 1963 este Pelotão PM embarcava no n/m “NIASSA” tendo chegado ao Regimento de Lanceiros nº.2 em 4 de Setembro.
última vez editado por RL2 s Domingo Fev 14, 2010 8:11 pm, editado 1 vez no total
Quem somos nós?Lanceiros!
Quer na guerra quer na paz?Morte ou Glória!
Lanças em riste!À carga!


Imagem

http://regimentolanceiros2.forumeiros.com
Avatar do utilizador
RL2
Investigador
Investigador
 
Mensagens: 273
Registado: Sábado Ago 29, 2009 5:25 pm
Localização: Pinhal Novo

Batalhão de Cavalaria 2899-"Ás de Espadas"-Angola

Mensagempor RL2 » Domingo Fev 14, 2010 7:17 pm

Imagem

Simbolo do BCav 2899

Comandante: TCor Augusto Lage
2º Comandante: Major António Marquilhas


Companhias integrantes do BCav 2899:
-Companhia de Comando e Serviços
-Companhia de Cavalaria 2633
-Companhia de Cavalaria 2634
-Companhia de Cavalaria 2635

Com a incorporação dos futuros oficiais milicianos em Mafra para o COM em Outubro de 1968, estava a nascer sem se saber ainda, aquele que viria a ser o Batalhão de Cavalaria 2899 e das suas Companhias Operacionais 2633, 2634, 2635 e a CCS Companhia de Comando e Serviços.Em Abril de 1969 com a distribuição dos oficiais saídos de Mafra e das restantes especialidades, foram colocados em Estremoz os primeiros elementos daquele que viria a ser um dos mais emblemáticos Batalhões saído do então RC3, actual Regimento de Cavalaria de Estremoz.O Verão sempre quente do Alentejo daquele ano de 1969, secou muito suor de todos aqueles que foram destinados a constituir o Batalhão Ás de Espadas, então já na máxima força sob o comando do Coronel Augusto da Fonseca Lage.
Com muitos quilometros de crosses, muitas horas de instrução e as peles queimadas pelo Sol alentejano, intervalados com algumas esporádicas “fugas” autorizadas a Badajoz quando possível, chegavam ao fim de Setembro de 1969 prontos a embarcar para Angola.
As eleições Presidenciais de 69 viriam a reter o Batalhão como força de reserva em Estremoz e Portalegre até ao dia 3 de Dezembro de 1969 data da saída de Lisboa a bordo do velho “Niassa”.

Datas:
3/12/69 – Saída de Estremoz/Lisboa (Cais de Alcântara) a bordo do "Niassa"
15/12/69 – Chegada a Luanda
19/12/69 – Saída das primeiras Companhias do Grafanil a caminho do Leste.
24/12/69 – Após 7 dias de viagem por estrada, comboio (Caminho de Ferro de Benguela) e picadas de areia, com passagem por Nova Lisboa, Munhango,Luso,Lucusse, Fusos (Fuzileiros - Rio Lungué-Bungo) e Cassamba, deu-se na véspera do Natal, a chegada aos locais onde permaneceríam 18 meses consecutivos em Cangamba, Alto Cuito, Cangombe e Muié no Leste de Angola.
01/7/1971 – Iniciou-se a rotação do Batalhão para a região do Zenza / Catete, desta vez toda ela em coluna auto, desde o Muié/Cangamba/Alto Cuito com passagem por Munhango, Silva Porto, Alto Hama, Planalto da Cela, Dondo (Barragem de Cambambe) até aos aquartelamentos de Calomboloca, Barraca / Maria Teresa, Catete, Cacuaco.

Aqui seriam até ao final as bases de uma actividade mista de intervenções operacionais no Norte (Quicabo, Qiage / Quitexe / Sanza Pombo / Malange / Forte República) e essencialmente uma actividade psico social local muito importante para as populações locais, com apoio aos controlos da venda do algodão e ainda patrulhamentos de segurança às prospecções petrolíferas já então em curso na região.
Após quase 26 meses , com 3 Natais passados em Angola (69/70/71), chegaram ao dia 17/1/1972 data da partida de Luanda de regresso a casa, a bordo do “Vera Cruz” naquela que seria a sua última viagem com tropas para Lisboa.

27/1/1972 às 8 horas atracaram ao Cais da Rocha do Conde de Óbidos em Lisboa partindo de imediato para o fim do serviço militar nessa mesma manhã em Estremoz.
última vez editado por RL2 s Domingo Fev 14, 2010 8:13 pm, editado 3 vezes no total
Quem somos nós?Lanceiros!
Quer na guerra quer na paz?Morte ou Glória!
Lanças em riste!À carga!


Imagem

http://regimentolanceiros2.forumeiros.com
Avatar do utilizador
RL2
Investigador
Investigador
 
Mensagens: 273
Registado: Sábado Ago 29, 2009 5:25 pm
Localização: Pinhal Novo

Batalhão de Caçadores 5013 (BCaç 5013)-Moçambique

Mensagempor RL2 » Domingo Fev 14, 2010 7:36 pm

Imagem

Guião do BCaç 5013

O Batalhão de Caçadores 5013,teve como Unidade Mobilizadora o Batalhão de Caçadores nº10 em Chaves.A organização do batalhão teve inicio em 16 de Junho de 1973,tendo ficado concluido em 30 de Junho de 1973.Em 01 de Julho de 1973 apresentou-se em Viana de Castelo,no Batalhão de Caçadores nº9 e desde esta data até ao embarque permaneceu em Instrução de Aperfeiçoamento Operacional.Em 12 de Julho de 1973 o comandante e o ofical de operações embarcaram em Lisboa,pelas 21 horas num avião dos TAM com destino à Beira.

O Batalhão ficou com a sua sede em Nangade-Cabo Delgado e as suas companhias distribuidas da seguinte forma:

*Comando e Companhia de Comando e Serviços - Nangade
*1ªCompanhia Caçadores-Pundanhar
*2ªCompanhia Caçadores-Nangade
*3ªCompanhia Caçadores- Muidine

A 1ªCCaç desembarcou na Beira em Companhia Caçadorestendo sido transportada em 24 de Julho de 1973 para Mocímboa da Praia em dois Boeings da DETA.Entre 25 de Julho de 1973 e 27 de Julho de 1973 foram transportados em táxis aéreos para Pundanhar.Rendeu a Companhia de Caçadores 4542 (CCaç 4552).Completou os seus quadros orgânicos com a recepção do GI 155.A 2ªCCaç embarcou em 26 de Julho de 1973 com destino a Beira. Em 28 de Julho de 1973 seguiu para Porto Amélia a bordo dos Boeings da DETA. Em 29 de Julho de 1973 seguiram para Mocímboa da Praia por via maritima.Em 01,02 e 03 de Agosto de 1973 foram transportados por táxi aéreo para Nangade onde renderam a Companhia de Artilharia 3506 (CART 3506).A 3ªCCAÇ em 29 de Julho de 1973 embarcou nos TAM com destino a Beira, tendo seguido para Mocímboa da Praia nos Boeings da DETA e em 03,04 e 05 de Agosto de 1973 foram transportados,em táxis aéreos,de Mocimboa da Praia para Muidine.Renderam a Companhia de Caçadores 4243 (CCAÇ 4243). Em Muidine recebeu o GI 157, que completou o seu quadro orgânico.Em 05 de Agosto de 1973 a Companhia de Comando e Serviços (CCS) embarcou num avião dos TAM com destino a Beira.Desembarcaram em 06 de Agosto de 1973 e em 07 de Agosto de 1973 seguiram para Mocímboa da Praia e Porto Amélia.Em 08,09 e 10 de Agosto de 1973 seguiram para Nangade em táxis aéreos.Renderam a Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Artilharia 3876 (CCS/BART 3876).
Em 10 de Agosto de 1973 o Bcaç 5013 tomou posse do Sub-sector BND,tendo assumido a partir daí,a responsabilidade operacional de todo o sector.Neste sector recebeu como reforço, as seguintes subunidades:

*2ª Companhia Caçadores/Batalhão Caçadores 14 com sede em Palma
*Grupo Especial 205 (GE 205) com sede em Nangade.
*Grupo Especial 206 (GE 206) com sede em Palma.
*Grupo Especial 210 (GE 210) com sede em Nangade.
*Grupo Especial 211 (GE 211) com sede em Quionga.
*Grupo Especial 212 (GE 212) com sede em Nhica do Rovuma.
*Grupo Especial 214 (GE 214) com sede em Pundanhar.
*Grupo Especial 215 (GE 215) com sede em Quionga.
*4ª Bataria/Grupo Artilharia de Campanha 6 (4ªBtr/Gac 6)com sede em Nangade
*Companhia de Engenharia 3529 (CE 3529) com sede em Nangade.
*Pelotão de Apoio Directo 9773 (Pel A/D 9773) com sede em Palma.
*Pelotão de Intendência 3109 (Pel Int 3109) com sede em Palma.
*3º Destacamento Terminal /4ª Companhia Transportes com sede em Palma
*Secção deTransportes/4ª CTPTS com sede em Palma
O Batalhão recebeu ainda o pessoal que pertencendo ao Quartel General /5ªRepartição/Região Militar Moçambique,fazendo parte do Órgão social da Operação Fronteira,à qual o Batalhão deu todo o apoio necessário.
Quem somos nós?Lanceiros!
Quer na guerra quer na paz?Morte ou Glória!
Lanças em riste!À carga!


Imagem

http://regimentolanceiros2.forumeiros.com
Avatar do utilizador
RL2
Investigador
Investigador
 
Mensagens: 273
Registado: Sábado Ago 29, 2009 5:25 pm
Localização: Pinhal Novo

Companhia de Caçadores 2759 (CCaç2759)-"Os Kurikas"-Moçambiq

Mensagempor RL2 » Domingo Fev 21, 2010 11:51 am

Imagem

A CCaç 2759 foi constituida a 2 de Maio de 1970 no BII 19 (Batalhão Independente de Infantaria 19) na cidade do Funchal - Madeira.No entanto,os seus graduados,Capitão,Alferes e Sargentos começaram em Janeiro desse ano a dar instrução áqueles que depois iriam constituir a referida Companhia..Este periodo terminou em Maio,altura em que a CCaç 2759 embarcou a bordo do navio "Funchal" com destino ao Continente,ficando alojada no Quartel da Bateria de Artilharia de Costa de Brancanes em Setúbal.Aqui se juntaram os elementos das seccções de Alimentação,Transmissões,Serviço de Saúde,Mecânica e Condução Auto,Mecânico de Armamento,Reabastecimento de Material e Secretaria,dando-se inicio ao entrosamento entre todos os componentes da Companhia.A Companhia de Caçadores 2759 comandada pelo Capitão Armindo Mdedeiros Baptista,partiu no dia 22 de Julho de 1970 a bordo do navio "Niassa",com destino à Provincia Ultramarina de Moçambique.Depois de uma viagem longa,com paragens em S.Tomé e Luanda ,chegaram a Lourenço Marques no dia 12 de Agosto,onde a Companhia recebeu os equipamentos e armamento individuais e à Beira no de 15 do mesmo mês.Aqui receberam o material de Engenharia e Intendência junto ao lote de Intervenção.No mesmo dia fez-se a deslocação por via-férrea para Mutarara.Três grupos de combate dirigiram-se para Morrumbala,recebendo ai os materiais do seu quartel e rendendo a Companhia de Caçadores 2467.O 4º grupo de combate continuou a sua viagem de comboio até Moatize ,tendo posteriormente seguido viagem para Furancungo,futura sede da Companhia,ficando adido ao Batalhão de Cavalaria 2903.O 1ºPelotão manteve-se em Morrumbala enquanto o 2º e o 3º foram destacados respectivamente para Mopeia e Derre.Em fins de Setembro,a Companhia,após a desactivação do Quartel da Morrumbala e transporte por coluna mista (militar e civil) efectuada pelo 1º Grupo de combate, reúne-se novamente no seu todo,em Furancungo,adida dessa vez ao Batalhão de Caçadores 2895.

Imagem
Crachá da CCaç 2759

No dia 6 de Outubro de 1970 , a bordo de um "NORD ATLAS" a Companhia desloca-se para o Distrito de Vila Cabral onde vai iniciar a sua actividade de combate,tendo efectuado operações nas zonas de Massangulo,onde teve um grupo de combate nesse destacamento,no Lione e na própria zona de Vila Cabral.Nestas operações e durante os dois meses -6/10 a 1/12 - foi apreendido algum material mas não houve contactos com o inimigo.Apesar disso,a Companhia foi louvada pelo Comandante do Batalhão de Caçadores 20,tendo em vista a maneira como ao longo desse tempo actuou.No dia 1 de Dezembro 1970 a Companhia regressa a Furancungo para um periodo de descanso e refrescamento.Foi durante este periodo,concretamente a 22 de Dezembro que foi entregue ao 2º pelotão a tarefa de ir ao encontro de uma coluna de abastecimento,fazer a sua escolta e trazê-la até ao quartel.Uma mina não detectada foi activada pela primeira viatura causando as duas primeira vitimas mortais à Companhia 2759 -BERNARDINO FREITAS CANDELÁRIA e MÁRIO CELESTINO ANDRADE ,e dois feridos ligeiros.Foi tempo de perceber que a guerra era feita de uma maneira traiçoeira e que o inimigo não tinha rosto,tendo esta triste situação reforçado os laços de união entre todos os elementos da companhia.No dia 2 de Janeiro de 1971 a companhia deslocou-se para Tete onde permaneceu até ao dia 8 seguindo nesta data para Mocumbura , ao sul do Rio Zambeze (via Rodesia) tendo a viagem decorrido sem incidentes.O 3º Pelotão seguiu num avião ( Dakota) Rodesiano destacado para o Magué Novo onde permaneceu até 4 de Abril de 1971,data em que se juntou à companhia em Mocumbura.Durante a sua estada no Magué Novo este GCOM efectuou inúmeros patrulhamentos, tendo tido contacto com o inimigo na Massapa tendo feito um prisioneiro que foi deslocado para a base da COFI.Chegados a Mocumbura, os restantes grupos de combate deram inicio à montagem do aquartelamento e de todo o equipamento necessário para a logistica do dia-a-dia,dado que era a primeira vez que esta localidade iria dispor de um estacionamento de tropas duradouro.Tanto a Companhia como o Grupo de Combate destacado,ficaram adidos operacionalmente à COFI mas,como esta deixou de actuar na zona,em Maio desse ano,a Companhia passou a ficar adida ao Batalhão de Cavavalaria 3837, com sede na Chicoa.Durante a permanência nesta localidade,a actividade da Companhia desenvolveu-se em várias vertentes: patrulhas de segurança próximas do aquartelamento,nomadizações constantes e de longa duração em locais afastados,protecção das populações locais,distribuição de alimentos,colaboração com as missões católicas e segurança e construção de aldeamentos.Houve durante este per�odo em que a Companhia esteve em Mocumbura vários contactos com o inimigo que causaram baixas dos dois lados sendo de destacar o incidente grave no dia 5 de Março,originado pelo incêndio de uma viatura Unimog 404 motivado pelo rebentamento de uma mina que causou quatro mortos : António José Lopes,Fernando Pestana, Manuel Rosário Lambaz,Manuel Andrade e oito feridos graves evacuados para o hospital de Lourenço Marques e três deles posteriormente para a metrópole.Esta mina provocou grande polémica e revolta das nossas tropas,pois foi confirmado pelo 3º Pelotão que os padres da missão tinham conhecimento da sua colocação, utilizando o corta-mato no sitio onde ela estava colocada.Durante a operação "Sagitário13" e quando o 1º pelotão se preparava para uma breve pausa para a refeição do meio dia,o inimigo surpreendido pela presença do pelotão disparou indiscriminadamente tendo atingido mortalmente Eduardo Caldeira de Gouveia e ferido mais dois .A reacção imediata das forças,colocou o inimigo em fuga sendo capturado algumas munições de basooka.No dia 1 de Julho,quando o 2º pelotão se encontrava a fazer segurança e protecção à construção do aldeamento do Changué,foi atacado ao cair da noite tendo a resposta pronta das nossas tropas provocado vários mortos confirmados e um número indeterminado de feridos ao inimigo bem como a captura de algumas armas automáticas.Por ultimo assinalar o rebentamento no meio do leito do Rio Mocumbura de um Jeep Rodesiano que lhes causou 3 mortos.Em finais de Outubro de 1971,o BCav 3837 ao qual a Companhia estava adida,achou por bem deslocá-la para o Daque,zona de intensa passagem do inimigo,dado que o rio com o mesmo nome tinha água todo o ano.O 1º e 4º pelotões ficaram no Daque,o 3º foi destacado para a Chinhanda "a 30 Kms " e o 2º para a Chicoa.Também aqui a Companhia teve mais uma vez,de criar as condições logisticas para a sua instalação e funcionamento dado não existir qualquer tipo de instalações.Com um grande espirito de união, empreendimento,coragem e sacrificios foram criadas as condições minimas para se viver,chegando mesmo a construir uma pista de aviação que veio facilitar os reabastecimentos e transporte de correio,factores primordiais para quem se encontrava isolado de tudo e de todos,evitando também as colunas que eram feitas para o efeito mas,com grandes riscos. A estadia no Daque prolongou-se até ao dia 8 de Julho de 1972,altura em que a CCaç 2759 foi rendida pela Companhia 3555.Durante este periodo de tempo a actividade foi intensa: protecção e aberturas de itinerários,patrulhas de proximidade ao aldeamento e aquartelamento,nomadizações de longas distâncias e duração,ligação e apoio ao destacamento da Chinhanda,apoio em géneros e comida às populações,montagem de emboscadas,picagem de itinerários, escolta a outras forças: para-quedistas,comandos e fuzileiros navais,reparação de picadas e, como já referido,a construção de uma pista de aviação,toda ela feita pelo braço humano.No dia 18 de Janeiro de 72,quando era feita uma patrulha e abertura de um itinerário Daque-Chinhanda,o inimigo atacou as viaturas ferindo o comandante da mesma e um soldado.À reacção das nossas tropas o inimigo pôs-se em fuga deixando na mesma mais uma arma semi-automática.O principal contacto com o inimigo nesta zona deu-se no dia 29 de Fevereiro de 1972,com um ataque de grande envergadura ao aquartelamento que provocou mais quatro baixas,todas ligadas a secção da alimentação: 1º Cabo Cozinheiro António Pereira da Silva, António Vasconcelos,José Aleixo Capela,Modesto Paiva Tavares e ainda 4 feridos ligeiros.Além destas baixas houve ainda a considerar mais quatro mortos da população local.Do mês de Março até Julho houve ainda mais alguns contactos com o inimigo,bem como o accionamento de dois engenhos na picada,um dos quais causou três feridos. Foi também detectada mais uma mina .No dia 8 de Julho e 1972,a Companhia rodou para a Vila da Namaacha,a sul de Moçambique e a 70 Km de Lourenço Marques.Durante a permanência nesta vila,esta CCaç,efectuou várias patrulhas com a finalidade de exercer contactos com as autoridades Administrativas e Policiais.Na altura da transferência para a Namaacha,esta CCaç deixou um grupo de combate em Tete, afim de fazer escoltas ao comboio entre Moatize e Doa e um outro grupo em Lourenço Marques,em reforço ao Batalhão de Caçadores 18.A comissão terminou com a saida da Namaacha a 20 de Novembro de 1972 com destino à Beira de onde embarcaram num BOEING da Força Aérea para a Metrópole onde chegaram a 22 de Novembro .
Quem somos nós?Lanceiros!
Quer na guerra quer na paz?Morte ou Glória!
Lanças em riste!À carga!


Imagem

http://regimentolanceiros2.forumeiros.com
Avatar do utilizador
RL2
Investigador
Investigador
 
Mensagens: 273
Registado: Sábado Ago 29, 2009 5:25 pm
Localização: Pinhal Novo


Voltar para Exército

  • Visitantes

Utilizadores a navegar neste fórum: Nenhum utilizador registado e 1 visitante

Servir Portugal